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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Raupp destaca a força da agricultura familiar durante Rondônia Rural Show

Feira é a mais importantes da região Norte e movimentou durante o período mais de R$ 600 milhões

Entre os dias 24 e 27 deste mês de maio foi realizada a 6° Rondônia Rural Show, feira de agronegócios do governo de Rondônia. A mais importante mostras do gênero da região Norte, agora está em um novo espaço de 43 hectares e movimentou Ji-Paraná e região gerando mais de R$ 600 milhões em negócios.

Para o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que visitou os estandes e a vitrine tecnológica, o evento mostra a força do agronegócio e da agricultura familiar  no Estado. "Em momento que a economia  passa por dificuldades reunir empresários de toda região e de outros países é realmente a resposta, para aqueles que duvidam que o agronegócio seja a vocação do nosso Estado”, disse.

Segundo o senador, “a agricultura familiar tem mostrado uma força empreendedora notável e importante mola-mestra na economia do Estado".

A situação da BR 364, principal via para o escoamento da produção de Rondônia, também  ganhou destaque com a realização de uma audiência da Assembleia Legislativa Itinerante durante a feira. Ao usar a tribuna, Raupp listou os trabalhos realizados em favor da BR.

"Realizamos em Porto Velho uma audiência da Comissão de Infraestrutura do Senado com o diretores do Dnit e Ministério dos Transportes, e uma expedição por toda a BR 364, para mostrar a situação da rodovia. Vamos continuar cobrando celeridade para restauração e para duplicação, porque sabemos da importância dessa obra não só para economia, mas também para a segurança dos rondonienses".

Já a deputada federal Marinha Raupp, propôs a criação de uma comissão para acompanhar mensalmente o processo. "A Bancada Federal colocou uma emenda impositiva de R$ 100 milhões para garantir a duplicação. Vamos juntos reconstruir a nossa rodovia, pois essa é uma luta do povo de Rondônia", concluiu Marinha.

Fonte:Assessoria-Daniel Santana

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Mercado do peixe terá destaque em feira internacional em Ariquemes

Uma cidade do peixe será erguida em Ariquemes entre os dias 4 e 7 de maio para receber a primeira edição da EXPOVALE, a Exposição de Piscicultura do Vale do Jamari. O evento deve atrair investidores de vários estados e até de outros países para rodadas de negócios.
A expectativa do comitê organizador é de que 150 empresas ligadas ao agronegócio participem do evento e inúmeras outras do setor varejistas também estejam presentes, impulsionando a economia local.
A EXPOVALE é um evento do Governo do Estado, através da Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (SUDER) com a parceria de execução da Associação Comercial e Industrial de Ariquemes (ACIA) e a colaboração do Sebrae, Senai/Sesi, Emater, Prefeitura de Ariquemes e suas secretarias e departamentos municipais,  Emater e Idaron.
Durante quatro dias, os visitantes da Expovale vão poder ver exposição de máquinas e implementos agrícolas, ações voltadas para a cultura e gastronomia, palestras, rodadas de negócios, mini agências bancárias, emissão de documentos (presença do Tudo Aqui), exames médicos, feira de negócios do varejo.
Dada a importância deste evento, além de investidores de outras regiões do país, comitivas internacionais foram convidadas para participarem das rodadas de negócios e para conhecerem de perto a realidade da piscicultura de Rondônia.
Para o presidente da ACIA, Francisco Hidalgo Farina, a EXPOVALE vai impulsionar o mercado do peixe em Rondônia, oportunizando o conhecimento de novas tecnologias deste segmento e a realização de bons negócios e também vai fomentar a economia de Ariquemes. “Vamos unir o agronegócio para fomentar o varejo, assim a economia de Ariquemes e do Vale do Jamari será beneficiada de forma ímpar neste momento”, lembra.
MERCADO DO PEIXE
Rondônia é atualmente o maior produtor de peixe nativo em água doce de forma sustentável do país, com 17,5% de toda a produção nacional, de acordo com dados do IBGE. A Região do Vale do Jamari se destaca com 33% da produção estadual. E Ariquemes é referência com a produção de 13 mil toneladas por ano.
Dados da Sedam apontam para uma produção de 90 mil toneladas de pescado em Rondônia. É diante deste cenário que surge a EXPOVALE para valorizar a produção e ainda criar um ambiente ainda mais favorável para o mercado do peixe.
Fonte: Assessoria

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Valdir Raupp lamenta efeitos da Operação Carne Fraca sobre o setor pecuário

Em pronunciamento no Plenário, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) lamentou os efeitos da Operação Carne Fraca para a economia brasileira e, principalmente, para o seu estado. Segundo o senador, com a redução das exportações, diminuem também as receitas e a geração de empregos no setor. O discurso foi feito no último dia 30.
Raupp afirmou que, devido à atuação dos ministérios da Agricultura e de Indústria e Comércio Exterior, vários países já voltaram a importar a carne brasileira. Entre eles, China, Egito, Chile e Hong Kong, que é o principal destino da carne de Rondônia. De acordo com o senador, um setor inteiro não pode ser responsabilizado pelos erros de uma minoria.
— Não é possível que milhares de frigoríficos que trabalham estritamente dentro das regras dos órgãos de fiscalização sanitária acabem prejudicados por uma meia dúzia de estabelecimentos cujas operações estão, até o momento, apenas sendo averiguadas pela Justiça.
Fonte:Assessoria de Imprensa

sexta-feira, 3 de março de 2017

Sanidade na piscicultura será discutida em três seminários nas regiões mais produtoras de Rondônia

O governo do Estado de Rondônia realizará na próxima semana o primeiro Seminário Peixe Saudável. Trata-se de uma sequência de eventos em três municípios do estado, abrangendo as principais regiões produtoras de peixe do estado. Neles, produtores, técnicos e estudantes terão a oportunidade de atualização da técnica sobre as boas práticas no manejo sanitário preventivo na produção de peixes.
Assuntos, como o Gerenciamento Aquícola, Avaliação Sanitária em Tambaqui, Projeto Acanthocéfalos na Criação de Tambaqui, Peixes e Ações para Desenvolvimento da Piscicultura em Rondônia, entre outros, serão abordados durante palestras. Todos os Seminários Peixe Saudável iniciam às 8h. A entrada é gratuita e a inscrição é feita no local do evento.
O primeiro evento será em Ariquemes, na quarta-feira, das 8h às 18h, no auditório da Associação Comercial e Industrial (Acia). Na quinta-feira (9), no mesmo horário, acontecerá em Ji-Paraná, no Centro de Treinamento da Emater-RO (Centrer). Por fim, o evento acontecerá em Pimenta Bueno, no dia 10, na Câmara Municipal.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, a não observância às questões de sanidade da piscicultura no estado representa riscos para a atividade no campo, na indústria e no comércio. “O seminário promoverá a divulgação de informações e técnicas que juntas poderão atestar uma produção responsável do ponto de vista sanitário, assegurando maior retorno ao produtor e garantindo um produto saudável na mesa do consumidor”, explicou Padovani.
PRODUÇÃO
Rondônia é o maior produtor de peixes nativos da bacia amazônica, segundo o relatório de “Produção da Pecuária Municipal de 2015”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatista (IBGE). Em 2015 foram produzidas mais de 84 mil toneladas. Hoje são exportados tambaqui, pirarucu e pintado para mais de 17 estados, entre eles Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
O sólido desenvolvimento dos polos produtivos e industriais de Rondônia depende da adoção pelos produtores de protocolos sanitários que assegurem a qualidade do peixe, o escoamento da produção e o incremento dos lucros, conforme destacou o superintendente de Desenvolvimento, Leandro Basílio.
PROGRAMAÇÃO
8h – 9h  – Recepção e credenciamento.
9h – 9h30- Abertura e fala de autoridades.
9h30 – 10h10 – Palestra 1 – Programa de Gerenciamento Aquícola – Jackson Pinelli – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
10h10 – 10h30 – Intervalo
10h30 – 11h10 – Palestra 2 – Acanthocefalose em peixes redondos – Ana Lúcia Gomes – Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
11h10 – 12h – Palestra 3 – Avaliação Sanitária em Tambaqui (Colossoma macropomum) na região central do estado de Rondônia – Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir).
12h – 14h – Intervalo para o almoço.
14h – 14h40 – Palestra 4 – Atuação e projetos da Embrapa Pesca e Aquicultura – Patrícia Oliveira Maciel.
14h40 – 15h30 – Palestra 5 – Projeto Acanthocéfalos na criação de tambaqui (Colossoma macropomum): Avanços e perspectivas. Edsandra Campos Chagas – Embrapa Amazônia Ocidental.
15h30 – 16h – Intervalo
16h – 16h40 – Palestra 6 – Ações do governo do estado de Rondônia para o desenvolvimento da piscicultura – GT da Piscicultura do estado de Rondônia.
16h40 – 18h – Debate – Encerramento

Fonte
Texto: Dhiony Costa e Silva
Fotos: Irene Mendes - Emater
Secom - Governo de Rondônia

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Cancelamento de importação do café do Vietnã é positivo para Rondônia

O cancelamento da autorização da importação de café conilon do Vietnã feito ontem (21) à noite pelo Governo Federal é considerado positivo pelo governo de Rondônia. Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rondônia deve fechar a safra 2016/2017 com recorde na produção de café, que pode chegar a quase dois milhões de sacas. Rondônia desponta entre os grandes produtores do País, registrando desempenho na produção de mais de 22% de aumento em relação à safra passada, na mesma área plantada (87.657,0 hectares).
Nos últimos anos, o governo vem incentivando a cultura do grão do estado, com investimentos na reorganização da cadeia produtiva do café. Ações essas como a restruturação da Câmara Setorial do Café; a certificação de viveiros de mudas de café clonal; a disseminação do uso de tecnologias de produção por meio de unidades modelos e a aquisição e distribuição de calcário para correção de solo entre os produtores da agricultura familiar.
A produção de café no estado é positiva. A lavoura de café tem se expandido ganhado produtividade e qualidade, saindo de 9,31 sacas por hectares em 2011 e chegando as 22 sacas na última estimativa dos dados da Conab em janeiro de 2017. Qualidade comprovada durante o primeiro Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café Canéfora do Estado de Rondônia realizado em 2016.
Neste cenário crescente de produção,  Rondônia investe na aquisição de mudas clonais pelo “Programa Plante Mais” que visa o fortalecimento da cultura na agricultura familiar.  Até o final de 2017, o governo do estado entregará mais de 3 milhões de mudas de café clonal.
O avanço da cultura tem se motivado pelas ações de incentivo e os bons preços recebidos nas sacas, essa importação iria criar uma crise séria no setor, afetando diretamente a rentabilidade dos produtores, provocando o desemprego de trabalhadores e criando um transtorno socioeconômico com a perda de arrecadação dos municípios produtores.
Fonte: Seagri
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Produtores de Rondônia cria movimentação contra importação de café

Com uma colheita concluída de 1,626 milhão de sacas de café nesta safra, e com uma projeção de crescimento entre 13% e 21%, Rondônia deverá ter uma safra recorde de café em 2017 com uma produção de cerca de dois milhões de sacas, desempenho que consolida seu status de segundo maior produtor de café conilon do País e o quinto entre todos os estados produtores de todas as variedades.
Os dados são do terceiro levantamento realizado em setembro da Safra Brasileira de Café 2016, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que classificou o Estado de Rondônia entre os maiores produtores do Brasil no geral.
A notícia sobre a importação de café conilon verde foi recebida com muita revolta pelo setor produtivo cafeeiro de Rondônia.
Que na manha desta sexta Feira (17) ,fecharam uma rodovia para manifesta contra a medida, os produtores levaram faixas e bloquearam a BR 364, na entrada do trevo de Rolim de Moura.
Importar café do Vietnã, Etiópia ou Peru é submeter os produtores brasileiros a uma concorrência desleal, ao mesmo tempo em que se colocaria em risco o patrimônio genético nacional, construído em décadas sob o esforço constante dos órgãos públicos de pesquisa, ensino e extensão rural. “É necessário que todos aqueles que são ligados ao café e que governam Municípios, que possuem na atividade cafeeira uma parte relevante de sua economia, unam-se a fim de marcar nossa posição contra a importação de café. Pela valorização do campo, do produtor rural, da cafeicultura e de tudo que estes simbolizam para o Brasil.
A pressão pela importação do produto é exercida pelas indústrias que alegam não haver estoque suficiente de café Conilon para abastecer o mercado. Entretanto, em recente levantamento feito pelos produtores, existem cerca de 4,5 milhões de sacas que podem ser comercializadas, mas a indústria não está comprando.
“As indústrias, atraídas pelos baixos preços oferecidos pelos produtores estrangeiros, fazem-se de cegas diante do risco a que está sendo exposta a cafeicultura brasileira, caso seja aprovada a importação de café.
Importar café, iludidos pela fantasia de preços inferiores, expõe nosso parque cafeeiro a pragas quarentenárias dessas regiões que já são erradicadas ou completamente desconhecidas por aqui, tornando então, as nossas plantas vulneráveis e arriscando a dispersão de uma praga capaz de comprometer a produção cafeeira do Brasil”, afirmou Evair de Melo.
Evair de Melo, junto com o setor produtivo, tem lutado constantemente na defesa dos produtores e da produção do café nacional e, de certa forma, obteve vitórias importantes ao conseguirem adiar, suspender e até mesmo cancelar as ameaças de liberação da importação de café que foram surgindo. Do outro lado, as indústrias e os grandes traders continuam insistindo na meta de importar café, realizando uma espécie de dumping reverso, obrigando o produtor brasileiro a forçar para baixo seu preço. “Diante da situação delicadíssima situação em que nos encontramos, convido a todos que se manifestem junto aos órgãos municipais, estaduais, ao Governo Federal e ao Brasil, mostrando a nossa insatisfação generalizada e o nosso posicionamento contrário à importação de café.

Fonte: Portal Agro Ro
Autor: Evair de Melo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Cadastro Ambiental Rural o que é?

O Cadastro Ambiental Rural foi criado pelo Novo Código Floresta Brasileiro, Lei 12.651/2012, onde vem a ser um registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais.
A finalidade deste Cadastro é a integração das informações ambientais das propriedades e posses rurais no que se refere as A. P. P (Áreas de Preservação Permanente), Reserva Legal, Remanescentes de Florestas, demais vegetações nativas, Áreas Consolidadas, compondo uma base de dados para que haja o controle, planejamento, monitoramento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.
O primeiro passo para a regularização ambiental é a inscrição no Cadastro Ambiental Rural, no qual deverá apresentar os dados do proprietário, possuidor rural ou responsável direto pelo imóvel rural, os documentos com os dados que comprovem a propriedade ou posso do imóvel.
Terá ainda que informar a georreferenciadas do perímetro do imóvel, das áreas de interesse social e das áreas de utilidade pública.
Ainda se faz necessário informações da localização das vegetações nativas remanescentes, áreas de preservação permanente, de uso restrito, consolidadas e das Reservas Legais.
Após a Inscrição haverá a fase de acompanhamento da inscrição, onde o sistema irá analisar os dados inscritos e a situação do imóvel rural no C. A. R (Cadastro Ambiental Rural).
Caso seja necessário fazer a Regularização Ambiental, haverá primeiramente uma tentativa por meio do Termo de Compromisso com os proprietários ou possuidores de imóveis rurais, suspendendo a aplicação de sanções administrativas, caso estes estejam cumprindo o referido Termo.
O cumprimento deverá ser atestado pelo órgão que efetivou o Termo de Compromisso com o proprietário ou possuidor do imóvel rural por meio de uma notificação simultânea com o órgão de origem da atuação.
Caso o proprietário ou possuidor não cumpra o Termo de Compromisso voltará o processo administrativo ao seu curso normal, sem prejuízo da aplicação das sansões e da multa prevista no Termo de Compromisso, inclusive adotando as medidas necessárias para que haja o prosseguimento do processo criminal.
Portanto, Proprietários ou Possuidores Rurais está é uma obrigatoriedade na qual devem estar sempre atento.
Prevenir é sempre melhor que Remediar!
Andreia de Souza Costa & Advogados Associados.
Site: andreiascosta. Jur. Adv. Br

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

2ª etapa da campanha contra a aftosa vai até o fim deste mês em 22 estados e no DF

Produtores de 22 estados e do DF devem vacinar bovinos e bubalinos contra a febre aftosa até o final deste mês. A segunda etapa da campanha, coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), começou nesta terça-feira (1º) e estende até 30 de novembro.  A estimativa do Departamento de Saúde Animal do Mapa é que 150 milhões de cabeças sejam imunizados contra a doença nesta fase.
A vacinação é obrigatória para os animais de todas as idades no AC, AL, AM, CE, ES, MA, MT, PA, PB, PR, PE, PI, RN e SP. Já em MG, RJ, BA, GO, RS, SE, TO e DF apenas os animais até 24 meses de idade devem ser imunizados.
No MS, o limite de idade também é de 24 meses, exceto na região do Pantanal, onde todos os animais precisam ser imunizados, desde que ainda não tenham sido vacinados este ano. Isto porque no Pantanal os pecuaristas aplicam a dose contra aftosa uma vez por ano, podendo optar pelos períodos de 1º de maio a 15 de junho ou de 1º de novembro a 15 de dezembro. 
O produtor é responsável tanto pela compra da vacina quanto pela aplicação da dose. Quem não imunizar o rebanho está sujeito a multa. O valor varia de acordo com a unidade da Federação. Em Minas Gerais, a multa por animal não vacinado é de R$ 75,25. O criador que aplicou a vacina e não fez a declaração ao órgão estadual de defesa agropecuária também pode ser multado. Em Minas, o valor hoje é de R$ 15,05 por animal.
Plano nacional
A vacinação faz parte do Plano Nacional de Prevenção e Erradicação de Febre Aftosa, coordenado pelo Mapa, que tem como estratégia principal a implantação progressiva e a manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
Santa Catarina é área livre da doença sem vacinação. Atualmente, os estados reconhecidos como zona livre de aftosa com vacinação são AC, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PB, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, SP, SE, TO e PA, com exceção dos municípios de Faro, parte do município de Juruti (propriedades situadas à margem esquerda do Rio Juruti Velho, que compõe a zona de proteção) e Terra Santa, que fazem parte da zona de proteção.
Veja aqui o calendário de vacinação.
Mais informações à imprensa:
Coordenação-geral de Comunicação Social
Viviane Novaes
imprensa@agricultura.gov.br

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Maurão apoia e incentiva o aumento da produção de café no Estado

O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PP), participou durante o final de semana, em Ministro Andreazza, do Dia de Campo sobre a Tecnificação da Cafeicultura. A programação, realizada sob responsabilidade do escritório da Emater no município, reuniu centenas produtores, que tiveram a oportunidade de conhecer a importância da tecnologia aplicada à lavoura cafeeira.

“O incentivo à produção garante empregos diretos e indiretos, aumento da renda ao produtor e, consequentemente, da arrecadação do Estado”, disse o deputado Maurão.

Motivados pela boa fase da lavoura e pelas notícias de melhoria da produtividade do café, através do uso de tecnologias modernas, os produtores se reuniram na propriedade do agricultor José Maria França, na Linha 03, para participar do Dia de Campo.

“A qualidade do café, aliada ao aumento da produção, é um incremento para alavancar ainda mais a economia do agronegócio em nosso Estado. Vamos trabalhar para, em união com a bancada estadual, disponibilizar recursos de emenda coletiva a serem aplicados exclusivamente no aumento da produção do café nos municípios”, afirmou Maurão.

O Dia de Campo, coordenado pela Emater, é um programa do governo do Estado, realizado em Ministro Andreazza em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (Semagri), prefeitura, Organização das Cooperativas do Brasil em Rondônia (OCB) e iniciativa privada.

O objetivo é orientar a revitalização da lavoura cafeeira e a dinamização da cafeicultura no município, despertando a atenção para o uso de tecnologias como adubação química, orgânica e cuidados com a qualidade do produto.

Ministro Andreazza é um grande produtor de café clonal. Vários produtores colhem 100 sacas de café clonal por hectare, 25% acima da média de produtividade, que é de 70 a 80 sacas, se destacando pela sua qualidade e pelos bons preços atingidos no mercado.

O prefeito Neuri Persh (PTB) explicou que o município resgatou sua potencialidade para a cultura cafeeira através do café clonal, que beneficia diretamente 200 propriedades familiares e indiretamente 1.200 famílias de agricultores.


Visita 

Maurão de Carvalho visitou, ainda, a empresa Borghi Comércio de Café e Cereais, em Ministro Andreazza, responsável pela exportação só em 2015 de 240 mil sacas de café. Este ano, até agora, foram exportadas 50 mil sacas.

A empresa emprega tecnologia avançada. “Os irmãos Rodrigo e Rogério Borghi, através do café, ampliam a economia do Estado. Eles têm oito secadores. Compram e comercializam o café de quase todo Estado, comprovando que o agronegócio é a mola mestra da economia de Rondônia”, disse Maurão.
Fonte:DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Vai uma xícara? No Dia Internacional do Café, conheça os benefícios presentes na bebida

Para quem é usuário do café, ele ajuda a estimular,
além de contribuir para concentração e a reduzir os radicais livres
Foto: Free Images
Estimulante, ajuda na concentração e a reduzir os radicais livres presentes no organismo. Essas são algumas das principais propriedades do café. Originado da Etiópia, a bebida ganhou ares e chegou no Brasil no século 18. Desde então, tornou-se o queridinho dos brasileiros. Muitos irão comemorar o Dia Internacional do Café, nesta quinta-feira (14), saboreando uma generosa xícara.
Presente na cozinha da casa, no restaurante ou até mesmo no trabalho, muitos brasileiros não conseguem viver sem ele. Além da bebida tradicional, o café pode ser consumido em diversas formas como: expresso, americano, macchiatto, expresso panna, duplo, cortado, café com leite, cappuccino, café latte, breve, mocha, irlandês, caramel macchiatto, havaiano, amaretto, árabe, carinbenho, submarino ou quintafrio.
A bairista Lidiane Santos explica que o produto é composto por diversas vitaminas e minerais. Ela diz que o organismo funciona melhor quando consumido pelo menos uma vez por dia, deixando as pessoas mais espertas. "O café possui varias propriedades, entre elas a cafeína, que ajuda a estimular o ânimo do usuário. Além disso, o que deixa calórico são as substâncias colocadas nele".
Uma pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, apontou que beber entre três e cinco xícaras de café durante o dia reduz a probabilidade de morrer prematuramente de doenças cardíacas, suicídio, diabetes ou mal de Parkinson. Tanto o café comum quanto o descafeinado despontam como benéficos para a saúde, segundo os pesquisadores.
Para tomar aquela xícara de café sem deixar o sabor amargo, a bairista orienta o consumidor a escolher o grão do tipo gourmet a especial. "Os cafés tomados diariamente são mais amargos porque têm uma quantidade maior de defeitos como grãos pretos, verdes ou ardidos", explicou. 
Ela também afirma que para preparar um bom café caseiro é necessário tomar alguns cuidados. "Quem for fazê-lo não pode deixar a água ferver. Além disso, é importante não deixar o café cozinhar com tudo junto, porque isso vai diminuir o amargo". Ela ainda sugere escaldar o filtro de papel para depois adicionar o pó. Logo em seguida, explica Lidiane, a pessoa deve colocar água aos poucos para que passe rápido e não ficar com sabor amargo.
Fonte:entretenimento.ne10.uol

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Quantidade de selênio nas castanhas-do-brasil varia de acordo com região

Pequena no tamanho, mas grande em benefícios, a castanha-do-brasil é mundialmente reconhecida como a maior fonte natural de selênio (Se). Este mineral, essencial ao corpo humano, combate o envelhecimento celular e oferece outros tantos benefícios. Mas será que o teor de selênio é o mesmo em qualquer castanha encontrada no supermercado? Pesquisas realizadas na Universidade Federal de Lavras (Ufla), em parceria com pesquisadores da Embrapa mostraram que não é bem assim. Os cientistas descobriram que as concentrações do mineral nas amêndoas de castanha-do-brasil variaram muito entre as regiões produtoras do País. Aquelas coletadas no Amazonas e no Amapá, por exemplo, apresentaram cerca de 30 vezes mais Se do que as oriundas do Mato Grosso e Acre.

Existe uma recomendação de se ingerir cerca de 55 microgramas de selênio (mcg) por dia, sendo o limite máximo permitido de 400 mcg de Se/dia. Com base nesses dados, os pesquisadores avaliaram a quantidade de Se em castanhas coletadas em castanhais nativos do Mato Grosso, Acre e Amapá, e também de quatro clones cultivados no Amazonas (Fazenda Aruanã, em Itacoatiara), uma vez que a castanheira ocorre em todo o bioma amazônico, cuja maior área encontra-se em território brasileiro.

Outro resultado interessante foi que os teores de selênio em clones de castanheira cultivados na Fazenda Aruanã também apresentaram diferenças nas quantidades observadas. "Esse último resultado sugere que não só o solo influencia na quantidade de selênio presente na castanha, mas também a capacidade da planta (genótipo) em absorver esse elemento", explica a pesquisadora da Embrapa Rondônia, Lúcia Wadt. Antes desse resultado, os cientistas se questionavam se apenas o solo teria influência no teor de selênio da castanha.

Os pesquisadores também descobriram nesse trabalho que a diferença nos teores de selênio entre plantas muito próximas pode chegar a mais de cinco vezes, mas ainda não se sabe quais fatores estão influenciando a quantidade do mineral nas amêndoas. Para se ter ideia, o estudo mostra que as variações são de 0,5 a 3,5 mg kg-1 em amostras coletadas no Acre, 0,5 a 2 mg kg-1 em amostras do Mato Grosso, 20 a 82 mg kg-1 em amostras do Amapá e 11 a 98 mg kg-1 em amostras do Amazonas.

Com base nesses resultados, não é possível definir um número único de castanhas a serem consumidas diariamente a fim de completar a recomendação diária de 55 mcg de selênio por dia. No entanto, embora não se possa generalizar, a pesquisa revelou que uma única castanha da amostra coletada no Amazonas pode oferecer em média a quantidade de 185,7 mcg de Se, ou seja, 3,4 a mais do que o recomendado e as oriundas da amostra do Amapá oferecem cerca de 2,3 vezes a concentração de 55 mcg/dia. Já uma castanha entre as pesquisadas no Acre ou no Mato Grosso não oferece nem 10% desse teor recomendado e para atingi-lo seria necessário comer 11 amêndoas da amostra acriana e 15 da coleta mato-grossense.

Os pesquisadores ressaltam que esses resultados são de uma pesquisa inicial e os valores apresentados não podem ser tomados como padrões, pois há muita variação entre plantas de uma mesma região. No entanto, serve de alerta para que o consumidor observe a origem da castanha que está adquirindo e os valores de selênio informados no rótulo das embalagens. "Esses resultados servem também para alertar as empresas que processam e embalam a castanha-do-brasil sobre a importância de se avaliar o teor de selênio para cada lote ou região de origem da matéria-prima", complementa Wadt.

Além da quantidade do mineral presente no alimento é importante saber o percentual de aproveitamento da substância no organismo, ou a quantidade que o corpo é capaz de absorver dele, chamado de biodisponibilidade do selênio. Somente com esse dado é possível preconizar as quantidades a serem ingeridas.

Devido à ampla variação entre os teores de Se na castanha dependendo da região geográfica, e ainda entre a capacidade de cada planta absorver o mineral, há necessidade de mais estudos sobre a biodisponibilidade do selênio para que se tenham valores concretos de recomendação de ingestão deste alimento para a população. "Comer uma castanha-do-brasil por dia não deve ser uma recomendação generalizada. É preciso saber a concentração e a biodisponibilidade de selênio da castanha que está sendo consumida", alerta a pesquisadora.

Este estudo foi realizado por um grupo de pesquisadores das Unidades da Embrapa do Amazonas, Amapá e Rondônia, da Universidade Federal de Lavras e da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), campus de Tupã.

A castanha e o selênio

É comumente divulgado que o consumo de uma castanha por dia ajuda a combater doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, câncer e obesidade. Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, comprovou que a ingestão diária de duas castanhas eleva em cerca de 65% o teor de selênio no sangue, mas alertou sobre os problemas com a toxidade desse mineral. Outro estudo da USP, que ganhou o prêmio Jovem Cientista do CNPq em 2015, também comprovou efeitos benéficos do selênio, nesse caso, contra o mal de Alzheimer. De uma maneira geral, os nutricionistas brasileiros recomendam a ingestão de uma única castanha por dia, mas também alertam que quantidades elevadas do mineral podem provocar intoxicação por selênio, ou selenose, causadora de perda de cabelo, fadiga, fraqueza das unhas, lesões na pele e problemas gastrointestinais.

Renata Siva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia

domingo, 20 de março de 2016

Bancada do agronegócio decide apoiar impeachment de Dilma

Após uma reunião com cerca de 40 deputados, a FPA (Frente Parlamentar do Agronegócio) decidiu apoiar formalmente o processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, em tramitação na Câmara dos Deputados. Em nota, a bancada chama a atual situação de “vexatória”.
A FPA é uma das bancadas de lobby mais ativa do Congresso, com influencia sobre a maioria dos partidos da base e da oposição. Entre seus 14 diretores, há deputados e senadores de nove partidos, entre eles PMDB, PSDB, PDT e PSB. Nos últimos anos, a bancada tem conseguido fazer modificações legais no Congresso em benefício do setor, mesmo quando enfrentam oposição de outros setores organizados.
De acordo com o presidente da bancada, deputado Marcos Montes (PSD-MG), que é de um partido da base do governo, a decisão de apoiar o impedimento da presidente foi unânime. Segundo ele, o apoio ao impedimento decorre dos problemas que o setor está enfrentando pela falta de governabilidade.
Montes afirmou que a decisão foi tomada na quarta-feira (16), antes da divulgação de escutas telefônicas em que a presidente fala com o ex-presidente Lula sobre sua nomeação. Segundo ele, a nomeação de Lula só piora a situação.
“A nomeação do Lula cria mais insegurança e afugenta os investimentos para o país”, afirmou Montes.
Segundo o deputado, cinco deputados foram nomeados pela FPA para procurar os integrantes da comissão pedindo apoio ao impedimento da presidente. Segundo ele, mesmo que a comissão não aprove, na votação no plenário os parlamentares da frente vão trabalhar para ter a maioria de dois terços necessária para aprovar o afastamento de Dilma.
Confira a íntegra da nota da Frente Parlamentar:
“Neste instante em que o nosso País vive uma grave crise política, econômica e social, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vem a público manifestar o seu inconformismo e o irrestrito apoio às ações do Judiciário e do Congresso Nacional no sentido de apressar o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A sociedade brasileira em geral e o segmento produtivo rural em particular não suportam mais conviver com esse palpável momento penoso e essa duradoura expectativa. Os fundamentos políticos e econômicos nos mostram que essa crise será duradoura, caso não se estanque aqui e agora pelas vias legais de que dispõe o Estado Democrático de Direito.
Hoje (16) reunida, a FPA deliberou favoravelmente pelo apoio formal ao impeachment da presidente Dilma diante das pressões vindas dos quatro cantos deste País. Afinal, não é mais tolerável tal cenário. A verdade é que a Nação não suporta mais essa vexatória situação. ”
Por: Dimmi Amora
Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Programa facilita acesso de agricultores a sementes e mudas

Os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Desenvolvimento Agrário lançaram o Programa Nacional de Sementes e Mudas para a Agricultura Familiar. O programa amplia o acesso dos agricultores familiares a sementes e mudas de qualidade, adaptadas para cada região. Com maior uso de sementes nativas, o objetivo é fortalecer a produtividade dos agricultores familiares.
As ações visam a apoiar a produção, o melhoramento, resgate, a conservação, multiplicação e distribuição das sementes e mudas. O lançamento ocorreu durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília, na última sexta-feira (6). Serão beneficiados agricultores familiares que têm Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e que atendam aos requisitos estabelecidos para a aquisição de sementes do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, a ação estimula a oferta e organiza a produção de sementes no Brasil. “A semente é o maior símbolo de segurança alimentar e nutricional. Não existe segurança alimentar se o agricultor não tem domínio da própria produção”, afirmou. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, lembrou o papel das sementes para resgatar a memória das comunidades. “São sementes de 200 anos que foram passadas de geração em geração.” Com informações da Agência Brasil.
Fonte:noticiasaominuto

segunda-feira, 16 de março de 2015

Nestlé quer comprar café de Rondônia, primeiro produtor da região Norte

A Nestlé quer comprar anualmente 100 toneladas de café produzido em Rondônia. O anúncio feito oficialmente na quarta-feira (11) pelo coordenador do Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder), Rubens Nascimento, alegrou os participantes da reunião ordinária desse órgão, na sede da Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri).

A Nestlé montou uma fábrica de cápsulas de café e, inicialmente, precisou importar o produto. “O leque se abre”, comentou Nascimento. O Conder está animado com a estimativa de colheita de até quatro milhões de sacas de café no estado, dentro de dois a três anos.

De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (Seagri), Evandro Padovani, além do clima favorecer, a competitividade de Rondônia aumentou porque a produção nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo caiu 30%, devido a problemas climáticos.

O Conder foi informado da exigência de registros de viveiros pela Agência Idaron. Em um deles, em Alto Alegre dos Parecis (Zona da Mata rondoniense) existem mais de 1,1 milhão de mudas.

Rondônia é hoje o primeiro produtor de café da região Norte do Brasil. Com predominância de mini e pequenos agricultores, 22 mil pessoas cultivam o grão em 87 mil hectares de terra, é o quinto maior produtor do Brasil e o segundo maior produtor de Conilon (Coffea canephora).

Segundo a Unidade de Rondônia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a BRS Ouro Preto, nova muda clonal de café Conilon, desenvolvida especialmente para as condições de clima e de solo locais, permite a produção de 80 sacas de café por hectare, sem irrigação; e de 100 a 130 sacas por hectare com irrigação”.

Levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revela que 5% dos produtores no estado adotaram tecnologias e práticas culturais, empregando cultivares melhoradas, fazendo controle fitossanitário, adubando, irrigando e melhorando práticas de colheita e pós-colheita. Isso possibilita a obtenção de elevada produtividade e um produto de boa qualidade, a custo compatível com a exploração da lavoura. Consequentemente, mais lucro.
No município com a maior área plantada de café em Rondônia, São Miguel do Guaporé (na BR-429), a média de produtividade já alcançou 15 sacas por hectare


VITRINE TECNOLÓGICA

Segundo o engenheiro agrônomo, Roberto Santiago, da Seagri, o estado investe bem na vitrine tecnológica. “Rondônia tem atualmente 22 unidades demonstrativas e, por elas, o agricultor visualiza e compreende novas tecnologias da produção, produtividade e qualidade do grão”, explicou.

Ainda conforme Santiago, o estado também investe na compra de fertilizantes e calcário, trabalha na aquisição de mudas clonais, oferecendo assistência técnica gratuita permanente aos agricultores.

“A alta qualidade de cafés produzidos faz de Rondônia um fornecedor confiável e capaz de atender às necessidades das grandes empresas”, assinalou o agrônomo, completando que é o caso da Nestlé, que não comprava dos produtores locais há quase 10 anos, “e agora enviou um corpo técnico a fim de conhecer nossa produção”.


Texto: Montezuma Cruz e Lú Braga
Fotos: Sandro André

MORADOR DE CACOAL FAZ PLANTAÇÃO DE ARROZ EM CANTEIROS DE AVENIDA PRINCIPAL

A plantação chama atenção de quem passa no local, pois a lavoura de arroz já está quase pronta para a colheita  e muitos já pegaram até semente do arroz para levar para outras cidades, conta o proprietário de um pequeno comércio da avenida dois de junho,Valdeci Pereira da Silva que teve a ideia de fazer a plantação.


Ele contou que a ideia de fazer a plantação não é de afrontar o poder público, mas sim de cuidar do canteiro central e dar um novo visual  ao mesmo.


Valdecir que foi lavrador em rolim de moura por mais de 20 anos, deixou o sítio e veio para a cidade a mais de 15 anos, mas não esqueceu suas raízes, motivo que o levou a fazer a plantação, pois quando viu a terra fértil no canteiro Valdecir não pensou duas vezes e colocou em prática aquilo que fez por muitos anos, com sua experiência  o arroz e outras demais plantação como pepino, vagem e até couve foi plantada no canteiro, mas o que mas chama a atenção é o tom dourado do arroz que lembra segundo ele as grandes lavouras que possuíam nos Anos de 1982  a 1990 em rolim de moura em sua propriedade a qual  plantava na época cerca de dez alqueires de arroz.

Matéria Clóvis Firme
Cacoal Agora

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Rondônia terá frigoríficos de pescado em Porto Velho, Itapuã do Oeste e Ji-Paraná

Com uma produção atual de 80 mil toneladas de peixe ao ano, Rondônia começa 2015 com a construção de três novos frigoríficos de pescado, um em Porto Velho, outro em Itapuã do Oeste e um terceiro na região de Ji-Paraná, com a intenção de incrementar a produção e exportação de pescado, e chegar uma produção anual de 200 mil toneladas até 2018.

De acordo com a bióloga Ilce Santos Oliveira, coordenadora do programa de piscicultura da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), para se chegar a esses números o Estado fez importantes investimentos no setor, contando com a parceria de órgãos como o Sebrae e governo federal, o que possibilitou a implantação do Água Produtiva, programa de incentivo à produção de pescado em pequenas e médias propriedades, que revolucionou a atividade pesqueira em Rondônia, mas que encerrou suas atividades em 2013.

A coordenadora lembra que embora o programa tenha encerrado suas atividades, o governo do estado desde então passou a investir praticamente sozinho, fomentando e incentivando a atividade em toda região, com um programa de apoio à produção nos mesmos moldes do Água Produtiva. A partir deste ano ele será ampliado e deverá atender aos produtores das regiões sul e norte do estado.


Ilce Oliveira fala com orgulho do resultado da atividade pesqueira do Estado e da posição de Rondônia como principal produtor de peixe da Região Norte do Brasil, mas, segundo ela, para se se chegar a este estágio o governo teve de enfrentar e transpor pelo menos dois importantes gargalos, considerados os maiores entraves dos produtores rondonienses. O primeiro deles, o licenciamento ambiental, que mereceu grande esforço do governo para torná-lo possível ao pequeno produtor, sem burocracia. Ela lembra que sem a competente licença, muitos trabalhavam na informalidade, e por isso não constavam das estatísticas governamentais.
Para Zeno Tavares a falta de um frigorífico ainda é o maior entrave
Para Zeno Tavares, a falta de um frigorífico ainda é o maior entrave


O outro gargalo consiste na dificuldade do produtor para comercializar sua produção, tema que foi objeto de estudos e de pesquisa junto aos piscicultores. Ouvido pela reportagem, o pequeno produtor Zeno Tavares, 48, do Sitio Nova Esperança, no município de Porto Velho, confirmou a existência desse grande entrave na vida dos produtores de peixes em sua região. Segundo ele, a maior dificuldade de quem produz peixe em Porto Velho decorre exatamente da falta de um lugar para estocar ou vender. “Eu sofri muito aqui, carregando toneladas de peixes para vender na feira, para não entregar de graça aos atravessadores”, disse.

Como o pequeno produtor, a coordenadora lembra que esta situação melhorou bastante, em virtude dos investimentos que o governo de Rondônia e a inciativa privada fizeram, com a tendência concreta de ampliação da rede de apoio, visto que para este ano já estão projetados os novos frigoríficos e pelos menos três entrepostos pesqueiros.

Importa esclarecer que o entreposto tem a função específica de receber, lavar, acondicionar e armazenar o pescado enquanto aguarda sua destinação. Já o frigorífico, além dessas funções, processa, faz cortes e entrega (exporta).

Além dos novos frigoríficos que estão sendo projetados – o de Porto Velho já deve iniciar as obras ainda este mês – o estado conta com dois grandes frigoríficos (particulares), o Zaltana em Ariquemes, e o Santa Clara em Vilhena.

Fonte
Texto: Cleuber R. Pereira
Fotos: Ésio Mendes
Decom - Governo de Rondônia

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

De olho na safrinha, produtores do Cone Sul de RO apostam em cultivares precoces de soja

Com boas expectativas para a safra de soja deste ano, produtores do Cone Sul de Rondônia compareceram aos Dias de Campo de Soja da Embrapa, realizados no dia 20 de fevereiro em Vilhena e 23 em Cerejeiras. Eles foram em busca, principalmente, de cultivares precoces que potencializem a semeadura da safrinha, ou seja, segunda safra realizada com milho, sorgo, girassol e outras culturas. “A gente veio saber as novidades sobre a soja e cultivares que possam ser mais interessantes pra uma boa produção de soja e depois de safrinha também”, comenta do sojicultor Alisson Zamo, que possui 2.300 hectares de soja entre os municípios de Vilhena, Cabixi e Cerejeiras.
Os dias de campo nos dois municípios reuniram cerca de 180 produtores, empresários do agronegócio, técnicos e estudantes. De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Rodrigo Brogin, a maior procura foi por cultivares de soja precoce. O público presente aos eventos pode conferir de perto as cultivares para fazer boas escolhas para a próxima safra. “No Cone Sul de Rondônia a safrinha já está bem estabelecida e a busca por cultivares mais precoces de soja foi a principal demanda e a Embrapa possui materiais que se encaixam bem neste sistema de produção da região, com bons potenciais produtivos. A Empresa tem materiais genéticos de soja que são referência e estão disponíveis aos produtores”, argumenta Brogin.
Para 2015 os sojicultores do Cone Sul estão com boas expectativas para a colheita. “Na minha propriedade estamos caminhando para uma produtividade média de 60 sacas/ha”, comenta o sojicultor de Vilhena, Reinaldo Cardim. Cerca de 70% da soja já foi colhida em Vilhena e em Cerejeiras a colheita está iniciando. O pesquisador da Embrapa Rondônia, Vicente Godinho, explica que a boa distribuição de chuvas, diferentemente de outros locais do país, está favorecendo uma boa produtividade do grão na região, que deve manter a média de 54 sacas/ha, maior que a nacional (47 sacas/ha, safra 2013/14 - Conab, 2015).
No entanto, o pesquisador destaca que as altas produtividades não têm sido o foco. “Hoje a preocupação dos produtores é com o conjunto de produção (safra e safrinha) durante o ano. Por isso a busca por cultivares de soja mais precoces e produtivas, que proporcionem uma segunda safra também com boas produtividades. Para se ter uma ideia, colhe-se mais milho na safrinha do que na safra”, diz Godinho. No Cone Sul do estado a soja é majoritariamente cultivada na primeira safra e o milho é a escolha em 80% dos casos de uma safrinha, seguido pelo capim, sorgo e girassol.
Programação dos Dias de Campo de Soja 2015
Os Dias de Campo de Soja da Embrapa em Rondônia seguem para Castanheiras no dia 25/2, às 8h30, na Fazenda Maia, Kapa Zero, próximo à Jardinópolis; e se encerram em Porto Velho, no dia 3/3, às 8h30, no Campo Experimental da Embrapa Rondônia, BR 364, Km 5,5.
Parceiros
Os Dias de Campo de Soja 2015 em Rondônia é uma realização da Embrapa e com o patrocínio da Central Agrícola, FMC, J&H Sementes, BS&A, Sementes Ouro verde, Sementes Quati, Menegaz e Yara. Conta também com o apoio do Programa Soja Livre, Ifro, Epamig, Fundação Triângulo, Fundação BA, Idaron, Emater, CTPA, Aprosoja e Fundação Cerrados.
Renata Kelly da Silva
Jornalista (MTb 12361/MG)
Supervisora do Núcleo de Comunicação Organizacional 
Embrapa Rondônia 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mais uma agroindústria é inaugurada em Cacoal

Mais uma agroindústria será inaugurada em Cacoal. Nesta sexta-feira (17) é a vez da agroindústria “Produtos da Hora”, de propriedade do senhor Gilmar Garcia, ser inaugurada.
Arquivo/Emater
A agroindústria de vegetais minimamente processados produz uma média de 10 mil quilos de produtos por semana, sendo a sua maioria, de 6 a 7 mil quilos, mandioca. Além da mandioca, a “Produtos da Hora” disponibiliza abóbora, cenoura, entre diversos outros vegetais, cuja produção está em fase de implantação.
Todos os vegetais processados pela agroindústria do senhor Gilmar são adquiridos através de produtores vizinhos e de toda a região. Os produtos, embalados a vácuo, são comercializados nas redes de supermercados espalhadas pelas diversas cidades localizadas no eixo da BR-364.
 “Produtos da Hora” é inaugurada nesta sexta
Após um ano passando por adequações e se adaptando à legislação vigente, a agroindústria “Produtos da Hora”, localizada na linha 11, Lote 34, Gleba 11, área rural do município de Cacoal será inaugurada.
“O Governo me ajudou bastante em relação à documentação. Tornou o processo menos burocrático, facilitando para a gente abrir a nossa agroindústria e agora chegou a nossa hora”, ressaltou seu Gilmar.
Marcada para as 14h30, a solenidade de inauguração pretende apresentar para os convidados e toda a sociedade os produtos de mais essa agroindústria que fomenta o comércio de Cacoal e do estado de Rondônia.
Texto: Giliane Perin
Foto: Arquivo/Emater

Tecnologias para café e leite surpreendem agricultores familiares de Porto Velho (RO)

O fortalecimento da agricultura familiar é um desafio assumido mundialmente por diversas instituições para que se possa oferecer aos trabalhadores do campo oportunidades de aumentar a produção e torná-la sustentável. Mas para que isso de fato possa acontecer, é preciso, principalmente, que sejam adotadas tecnologias no campo, produzindo mais, com menor custo, em menor área e de maneira a preservar o ecossistema. Em Rondônia, o desafio foi aceito. "Quando vieram me procurar pela primeira vez eu não acreditei e não aceitei adotar tecnologias na minha propriedade. Mas depois eu pensei melhor e vi que podia dar certo. Aí abracei a causa e conseguimos muita coisa já nos últimos 11 meses. Agora posso ser modelo para os demais da região e hoje agradeço por ter aceitado o desafio", conta o produtor Rubens Rocha, de Rio Pardo, distrito de Porto Velho (RO).

Segundo Rubens, a produtividade de leite aumentou consideravelmente em sua propriedade. Antes a média das 17 vacas que possui era de 70 litros/dia, hoje ele continua com a mesma quantidade de animais, mas com uma média de 130 litros/dia, ou seja, subiu de quatro para sete litros/leite/vaca/dia. "Antes usava metade da minha propriedade com vaca leiteira e não via sobrar capim e hoje elas não comem os dois alqueires que fiz com o funcionamento dos piquetes. Além disso, minha pastagem era fraca, aí eu reformei, adubei e aumentei o número de animais por área, de quatro para oito vacas por hectare, e ainda está sobrando pasto. Então hoje posso dizer que eu acredito, recomendo e incentivo meus vizinhos a fazerem o mesmo. O caminho é a tecnologia", comenta o produtor.

O Senhor Rubens faz parte de um projeto que busca levar tecnologias ao pequeno produtor, para que ele possa aumentar sua renda e melhorar a qualidade de vida no campo. Em Porto Velho esta ação faz parte de uma parceria da Embrapa Rondônia com a Prefeitura Municipal de Porto Velho, em que a Embrapa capacita e orienta os técnicos da Secretaria de Agricultura do Município e acompanha o andamento dos trabalhos nas unidades modelos, que são propriedades de produtores que aceitaram o desafio de investir em tecnologia. A prefeitura atua com assistência técnica e subsídios.

De acordo com o médico veterinário da Embrapa Rondônia, Rhuan Lima, na propriedade do Senhor Rubens foi implantado o manejo de pastagem com piqueteamento, trabalhando com o pastejo rotacionado e também com a suplementação de cana mais ureia no período seco do ano. Nas próximas etapas serão trabalhadas a qualidade do leite, que inclui cuidados com a higiene da ordenha e controle de mastite, e práticas reprodutivas e de melhoramento genético. Ele destaca que em menos de um ano de implantação da unidade é possível constatar que tecnologias e práticas simples são viáveis. Com isso será possível difundir essas unidades modelos, em que outros produtores podem ver a tecnologia sendo adotada e funcionando, e os que se interessarem podem adotar. "É uma mudança de visão do produtor, o que é o mais importante. É a conscientização de que existem tecnologias que são acessíveis a todos e que é possível produzir mais em uma área menor e melhorar a renda do produtor. Isso impulsiona a agricultura familiar, tornando-a mais competitiva e sustentável", explica Rhuan.

E a demanda já está grande, pois os resultados surpreenderam os produtores da região. Cerca de 20 produtores da região já se interessaram e estão esperando para participarem do projeto, com a adoção de tecnologias. "Eram pessoas que, assim como eu, não acreditavam em tecnologia, aliás, achavam que tecnologia não era pra gente, pequeno produtor, mas é sim! Tá aí na minha propriedade pra quem quiser ver", desabafa Rubens, enquanto atende os cerca de 120 produtores que, com suas famílias, participaram de um dia de campo em sua propriedade para conhecer as tecnologias implantadas e comprovarem os resultados. O vizinho de Rubens e também produtor Salvador da Cruz Filho, compareceu ao evento e disse também estar seguindo os mesmo passos. Ele começou a fazer os piquetes e a rotação dos animais e disse já obter dois litros de leite a mais por vaca, depois disso.

O pesquisador da Embrapa Rondônia, Pedro Gomes, explica que os bons resultados com os piquetes são as forrageiras adotadas, pois possuem alto potencial produtivo, como é o caso do Mombaça que está sendo utilizada pelo Senhor Rubens. E, para ter um manejo adequado, é preciso dividir estes animais em piquetes para concentrar o consumo de forrageiras e obter o melhor resultado. Na propriedade modelo é feita a rotatividade de três em três dias, respeitando a altura do capim. O produtor verifica a altura do capim e, a depender da altura, ele coloca ou retira animais do piquete. "A produtividade por área de forrageiras como a Mombaça e a Tanzania chega a ser quase o dobro de outras forrageiras mais comuns utilizadas no estado, como a braquiária", diz o pesquisador.

O dia de campo fez parte da 1ª Jornada Tecnológica da Agricultura Familiar, realizada pela prefeitura de Porto Velho, em parceria com a Ceplac, Emater e Embrapa, de 13 a 17 de outubro. A ação acontece simultaneamente também nos distritos de Nova Califórnia, Extrema, União Bandeirantes, Jacy-Paraná, Calama e na capital rondoniense. Para o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Leonel Bertolin, este evento oferece o que há de melhor em programas voltados para o fortalecimento da produção agrícola, a exemplo novidades tecnológicas, cursos de capacitação, oficinas, palestras, orientações sobre crédito rural e boas práticas de manejo, dentre outros. "Uma forma de fortalecer a agricultura familiar no município", conclui o secretário.

Assim como o leite, outro tema abordado em Rio Pardo foi o café, cultivado por muitos pequenos produtores da região, porém com baixa produtividade.

Aumento de produtividade com o café conilon BRS Ouro Preto

A cultivar de café conilon BRS Ouro Preto, a primeira cultivar lançada pela Embrapa e também a primeira de café conilon do Brasil a receber o Certificado de Proteção, concedido pelo Serviço Nacional de Proteção de Cultivares, foi apresentada aos produtores de Rio Pardo durante a Jornada. Uma unidade demonstrativa da BRS Ouro Preto foi implantada na propriedade do Senhor Anuino Gomes, que também aceitou o desafio de investir em tecnologia. "Nós estamos fazendo tudo certinho e acredito que vai ser muito bom pra nós esse café, que foi feito pro nosso estado. Depois que comecei a ter o acompanhamento técnico na lavoura eu percebi que estava fazendo muitas coisas erradas e que a tecnologia que estão trazendo não é difícil da gente fazer não, dá pra fazer", fala Anuino.

A mesma expectativa tem dona Marlene Oliveira. Depois de prestar muita atenção aos benefícios da nova cultivar de café e ver na prática o manejo e a condução adequada da lavoura, ela pegou uma muda da cultivar e não largou mais. "Já vou sair com a mudinha de café daqui e plantar igual aprendi aqui. Antes eu achava que essas tecnologias eram muito difíceis, né?! Mas tudo que foi mostrado aqui a gente tem condições de fazer e melhorar nossa lavoura e nossa renda. Eu vi que é uma coisa que ajuda nós da agricultura e eu já vou plantar essa mudinha de café lá na minha roça", fala animada a produtora.

A BRS Ouro Preto foi desenvolvida pela Embrapa Rondônia em parceria com o Consórcio Pesquisa Café e tem potencial para aumentar a produtividade da cafeicultura em Rondônia, contribuindo para a sustentabilidade econômica e social de mais de 21 mil pequenas propriedades de cafeicultura no estado e poderá ter sua recomendação estendida para outras regiões da Amazônia. A produtividade média do café em Rondônia é de 16 sacas/ha, mas a nova cultivar apresenta potencial de 70 sacas beneficiadas por hectare em lavouras de sequeiro, podendo chegar a 110 sacas com irrigação.

A Embrapa, por meio do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou um processo de seleção em 2013 para credenciar viveiristas para multiplicarem as mudas e comercializarem a cultivar de café conilon BRS Ouro Preto. Os viveiristas credenciados já iniciaram a multiplicação das mudas e o processo de comercialização, que deve ser intensificado em 2015.

Ano Internacional da Agricultura Familiar

A agricultura familiar foi escolhida pela Organização das Nações Unidas como temática central para 2014. No Brasil, o setor engloba 4,3 milhões de unidades produtivas (84% do total) e 14 milhões de pessoas ocupadas, o que representa em torno de 74% do total das ocupações distribuídas em 80.250.453 hectares (25% da área total). A produção que resulta da agricultura familiar se destina basicamente para as populações urbanas, locais, o que é essencial para a segurança alimentar e nutricional.

Fonte:Renata Silva 
Embrapa Rondônia