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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Substância do ipê roxo pode ajudar no tratamento do câncer de mama

O ipê poderá ajudar na cura do câncer de mama, segundo uma pesquisa desenvolvida pela doutoranda Kátia Mara de Oliveira, do Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos. De acordo com o G1, testes em laboratório mostraram que o lapachol, uma substância retirada da casca do ipê roxo, tem alto poder de mortandade sobre as células do câncer de mama.
“Uma pequena quantidade foi capaz de matar muitas células. Comparando com cisplatina (composto muito utilizado atualmente no tratamento de câncer) era necessária uma quantidade 100 vezes menor para ter efeito igual ou melhor”, afirmou Kátia ao G1.
Parte da pesquisa foi realizada nos Estados Unidos. Por nove meses, Kátia ficou na Virginian Health University, em Richmond, estudando outro grande diferencial do composto com lapachol. Segundo o site, ela descobriu que essa substância inibe a formação de vasos sanguíneos, que são utilizados pelo tumor para se alimentar e também para espalhar células cancerígenas pelo corpo, causando metástase.
Agora, a pesquisa terá que passar para testes em animais, mas corre risco de parar por falta de recursos. De acordo com o G1, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) não concedeu a bolsa de pós-doutorado para a continuidade da pesquisa.
Fonte:G1

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

90% dos casos de AVC decorrem de fatores que podem ser prevenidos

O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é a segunda causa de morte e a primeira de incapacidade no Brasil. Apenas em 2015, 100.520 pessoas morreram em decorrência da doença. Do total, 4.592 mortes foram de pessoas com menos de 45 anos, de acordo com os últimos dados catalogados pelo Ministério da Saúde, que registrou no mesmo ano 212.047 internações relacionadas ao AVC, que pode ser provocado por obstrução de artéria ou mesmo rompimento de vasos sanguíneos. As informações são da Agência Brasil.
O total de casos e os problemas gerados por eles podem ser menores se forem adotadas medidas preventivas. "Trata-se de uma doença grave, autoimune e incapacitante, mas que tem uma grande capacidade de prevenção", afirma o diretor científico da ABN (Academia Brasileira de Neurologia), Rubens Gagliardi.
Segundo a ABN, 90% dos AVCs estão ligados a fatores que podem ser modificados, por isso, a organização e outras parcerias, como a Rede Brasil AVC, aproveitam o Dia Nacional de Combate ao AVC, celebrado neste domingo (29), para chamar atenção da sociedade com a campanha "Qual o seu motivo para prevenir um AVC?".
Prevenção
Por meio de vídeos, panfletos e diversas atividades que ocorreram ao longo desta semana, as organizações apontam que é possível prevenir o AVC por meio das seguintes ações: controlar a pressão alta; fazer exercícios físicos moderados cinco vezes na semana; ter uma dieta saudável e balanceada com mais frutas e verduras e menos sal; reduzir o colesterol; manter peso adequado; não fumar e evitar exposição passiva ao tabaco; reduzir a ingestão de álcool; identificar e tratar a fibrilação atrial; evitar diabetes, adotando acompanhamento médico; e conhecendo mais sobre o AVC.
"Essa campanha faz parte de uma iniciativa mundial que tem sido realizada desde que a Associação Mundial do AVC determinou o 29 de outubro como o Dia Mundial de Combate ao AVC. Em várias cidades do país, fazemos a campanha para a população. Os médicos saem às ruas e informam sobre o que é a doença, como se caracteriza o AVC, os principais sintomas, o que fazer em caso de ocorrência", explica Gagliardi, que avalia que é perceptível a melhora no conhecimento da população sobre o problema e, com isso, a diminuição das ocorrências.
'Riscômetro'
Para contribuir com a efetivação de medidas protetivas, a ABN sugere que profissionais de saúde tenham mais atenção e ofereçam tratamento preventivo aos pacientes com história prévia de doenças cardiovasculares. Isto porque um terço dos AVCs ocorre em pacientes com AVC ou AIT (Acidente Isquêmico Transitório) prévios. Medidas para controlar a pressão arterial e a fibrilação atrial são algumas das que podem dificultar a ocorrência do problema.
A população em geral também pode fazer a sua parte. Além de adotar as medidas sugeridas, é possível conhecer o risco de sofrer um AVC, o que pode ser feito em diálogo com médicos e também usando a tecnologia, como o aplicativo gratuito "Riscômetro de AVC", que ensina a reconhecer os sinais de AVC e os hospitais que são Centros de AVC em todas as regiões, além de oferecer mais dicas de prevenção.
O Ministério da Saúde espera reduzir em 15% os óbitos por AVC e 10% por infarto como resultado das ações do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados, que tem a meta de tirar 28.562 toneladas de sódio dos alimentos processados até 2020.
Até o momento, segundo o ministério, mais de 7 mil toneladas de alimentos já foram retiradas das gôndolas dos supermercados. Além disso, para reduzir o número de internações e óbitos no país por doenças crônicas, foi lançado o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que tem a expansão da atenção básica como uma das principais ações de enfrentamento.
Para concretizar a expansão, o Ministério da Saúde anunciou investimentos de R$ 1,7 bilhão para custear novos serviços oferecidos na atenção básica.
Idade
Rubens Gagliardi detalha que o AVC já chegou a ser a principal causa de morte no Brasil. Agora, apesar da diminuição dos casos, o que tem chamado a atenção é o crescimento da ocorrência entre pessoas mais jovens, com menos de 45 anos.Questionado quanto a uma possível tendência, ele ponderou: "É uma evidência. O estilo de vida das pessoas tem mudado. Hoje, o jovem fica mais exposto ao estresse, há muito uso de drogas ilícitas entre os jovens, encontramos muitos deles obesos. Esses fatores todos podem favorecer o AVC", indica.
No caso dos mais jovens, o AVC também pode estar relacionado à ocorrência de lesão na parede do vaso que leva sangue para o cérebro, por exemplo, em caso de acidente de carro. No caso de crianças, os fatores mais comuns são as doenças genéticas, segundo o Ministério da Saúde. Com informações da Folhapress.
Fonte: FOLHAPRESS

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Confirmado primeiro caso de microcefalia no ano em Cacoal

Primeiro caso de microcefalia do ano foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Cacoal (Semusa), a 480 quilômetros de Porto Velho. A suspeita é de que o vírus da zika possa ter causado a má formação do bebê, pois mãe e filho foram diagnosticados com a doença. Os pacientes foram encaminhados para Porto Velho, onde realizaram os exames que confirmaram a doença e permanecem sendo acompanhados.
De acordo com a coordenadora de vigilância em saúde, Ivani Gromman, a criança nasceu no fim do mês de julho no município e foi encaminhada para Porto Velho, onde foi confirmada a microcefalia, sendo o primeiro caso da doença no ano registrado pela Semusa em Cacoal. Os exames confirmaram ainda que mãe e filho foram infectados com vírus da zika.
“O correto é fazer o uso de repelente com antecedência para não contrair a doença. Após a confirmação, não se dá de fazer muita coisa, pois a má formação já aconteceu. Hoje o bebê está em Porto Velho, onde devem ser realizadas exames para dar maior qualidade de vida a ele dentro da situação em que ele se encontra”, explica.

Casos suspeitos

Conforme os dados da Semusa, de janeiro a julho deste ano, foram realizados 15 notificações de casos suspeitos de zika em Cacoal, com a confirmação de um caso até agora. No entanto, segundo Ivani Gromman, esse número pode ser maior, já que em 70% dos casos o paciente não apresenta nenhum sintoma e não procura uma unidade básica de saúde para se tratar.
“Apesar do período seco a população não pode descuidar dos quintais, porque ainda continua tendo água no vaso de flores, na caixa de água aberta e em outros criadouros. A água diminui, mas continua existindo e o mosquito vai se adaptando. As mulheres grávidas precisam redobrar os cuidados e se protegerem usando repelente”, esclarece.

Informações

  • O que é microcefalia?
É uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal.
  • Como saber se o bebê tem microcefalia?
A doença é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 33 cm. Portanto, o esperado é que bebês tenham pelo menos 34 cm. Mas atenção: isso vale apenas para crianças nascidas com nove meses de gravidez. No caso de prematuros, esses valores mudam e dependem da idade gestacional em que ocorre o parto.
  • O que causa a microcefalia?
Na maior parte dos casos são infecções adquiridas pela mãe, especialmente no primeiro trimestre da gravidez, que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. Além do vírus da zika, o toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus e são alguns dos causadores da doença. Outros possíveis causadores são abuso de álcool e drogas ilícitas na gestação, além de síndromes genéticas como a síndrome de down.
Fonte:G1-RO

terça-feira, 11 de julho de 2017

Cacoal - Morre vítima de câncer, o cinegrafista e editor Rogério Bonifácio

Morreu na manhã desta terça feira (11), o cinegrafista e editor da TV Allamanda de Cacoal, Rogério Bonifácil, com apenas 26 anos de idade.

Há poucos dias, Rogério iniciou um tratamento de câncer e seu quadro clínico foi se agravando e nesta manhã, não resistiu e veio a óbito, deixando familiares a amigos desolados por ser uma pessoa muito querida.

Apesar de ser uma pessoa jovem, Rogério mantinha um ciclo de amizades muito grande, era querido por todos e admirado por ser uma pessoa dedicada ao trabalho, extremamente profissional e de caráter inigualável.

A redação do site Vip Notícias presta suas condolências aos familiares do Rogério, que por muitas vezes contribuiu com este veículo de comunicação.

O velório ocorrerá a partir das 14 horas de hoje no Ginásio de esportes Capitão Rui Luiz Teixeira, situado na Avenida Marechal Rondon, Bairro Princesa Isabel em Cacoal - RO

“Para tudo há uma ocasião certa;
há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: 
Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,
tempo de matar e tempo de curar,
tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir,
tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las,
tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, 
tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar,
tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar,
tempo de lutar e tempo de viver em paz”.
Eclesiastes 3:1-8
Fonte: Vip Notícias

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Café pode diminuir risco de câncer de próstata, diz estudo

O café, melhor se não for descafeinado, pode representar uma arma na ajuda da prevenção do câncer de próstata. De acordo com um estudo italiano, três xícaras da bebida por dia, principalmente se for preparada a la italiana, pode reduzir em mais de 50% o risco deste tumor. Essa foi a principal conclusão de uma pesquisa realizada por especialistas do Instituto Neurologico Mediterraneo de Pozzilli (Irccs Neuromed) em colaboração com o Instituto Superior de Saúde e com o Istituto Dermopatico dell'Immacolata de Roma (IDI), conduzida por George Pounis, do Neuromed, e publicada na revista "International Journal of Cancer".
Os pesquisadores italianos estudaram o consumo de café de cerca de 7 mil homens residentes da região do Molise e que participam do projeto epidemiológico Moli-sani. "Analisando os costumes relativos ao consumo de café e os casos de câncer de próstata registrados na amostra, pudemos evidenciar uma diminuição do risco, de 53%, nas [pessoas] que bebiam mais de três taças por dia", disse Pounis. Já na segunda parte do estudo, os pesquisadores testaram as ações dos extratos de café com ou sem cafeína nas células de tumores em proveta. Os primeiros mostraram a capacidade de reduzir significantemente o crescimento das células cancerígenas e a capacidade de se formar uma metástase. O efeito do café em grande parte desaparece com o descafeinado, sinal que o efeito benéfico observado é muito provavelmente devido à cafeína em si mais do que a outras substâncias contidas na bebida.
"O nosso estudo indica que os consumidores habituais de café que bebem mais de três taças por dia têm menores probabilidades de ter tumores na próstata; naturalmente é bom que os excessos que podem ter efeitos negativos de outro tipo sejam evitados", afirmou Francesco Facchiano, um dos estudiosos envolvidos na pesquisa. Já a italiana Licia Iacoviello, outra pesquisadora do estudo disse que também é necessário levar em conta que a pesquisa se relaciona "com uma população que bebe o café rigorosamente a la italiana, ou seja, com alta pressão e com a temperatura da água muito elevada" e que "este método, diferente dos seguidos em outras áreas do mundo, pode determinar uma maior concentração de substâncias bioativas"
Em 1991, o café foi incluído em uma lista em que aparecia como "provável causador" de câncer de bexiga. Porém agora, após analisar cerca de 500 estudos publicados nos últimos 25 anos sobre a bebida, os especialistas afirmaram que não existe qualquer evidência da relação entre o câncer de bexiga - ou qualquer outro tipo de tumor - e o amado cafezinho. Na realidade, com essa revisão de estudos, os especialistas chegaram à conclusão que o café protege contra duas formas de tumores: aquele que atinge o fígado e outro que atinge o útero. (ANSA)
Fonte:Notícias ao minuto

quarta-feira, 29 de março de 2017

CUBA PRODUZ VACINA CONTRA O CÂNCER - MAIS DE 4 MIL PESSOAS JÁ FORAM CURADAS POR ELA!

Todos nós sabemos que o câncer hoje infelizmente é um dos negócios mais rentáveis.
Muitas empresas, como laboratórios farmacêuticos, faturam bilhões com essa doença.
Mas nós acreditamos na ciência do bem.
Existem sim pesquisadores que dedicam a vida para encontrar a cura de doenças consideradas incuráveis.
Um exemplo disso é o grupo de médicos e microbiologistas cubanos, que, com um orçamento muito limitado, conseguiu desenvolver a primeira vacina mundial contra o câncer de pulmão - a CIMAvax EGF.
Essa vacina já foi usada em mais de 4 mil pessoas que sofrem com a doença.
O resultado é incrível!
Ela é capaz de prolongar e melhorar o tempo de vida dos pacientes, mesmo quando o câncer já está bem avançado.
Foram necessários 16 anos de pesquisa para se chegar à fórmula da vacina.
O melhor é que ela não causa efeitos colaterais graves.
O mais interessante é que um país pobre e subdesenvolvido como Cuba conseguiu alcançar uma expressiva vitória contra a maior doença dos tempos modernos, mas os gigantes farmacêuticos, com toda a sua força econômica, não chegaram nem perto de algo parecido.
A vacina funciona atacando uma proteína chamada "fator de crescimento epidérmico", ou EGF, que permite que células cancerígenas do pulmão cresçam.
A CIMAvax estimula o sistema imunológico a criar anticorpos que se ligam ao EGF, impedindo que esta proteína alimente as células cancerosas.
A vantagem é que ela poupa a pessoa de se submeter às altas doses de quimioterapia, garantindo mais tempo de vida e com mais qualidade.
Com a administração dessa vacina, o paciente sofre menos falta de ar e, às vezes, esse sintoma até desaparece definitivamente.
Da mesma forma, ocorre com a dor.
Além disso, a pessoa volta a ganhar peso, melhora o apetite e passa a ter mais energia no dia a dia.
A vacina já está chegando em outros países, como na Bósnia, Herzegovina, Colômbia, Paraguai e Peru.

Fonte: curapelanatureza

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Planta que muita gente tem em casa envenenou esta criança. Informação importante para pais

Ter plantas em casa é muito bom. Elas funcionam como purificador do ar e dão uma energia bacana, além de embelezarem o ambiente. No entanto, há que ter cuidado, pois há plantas que enganam. São bonitas, porém, venenosas.
A planta conhecida como ‘comigo ninguém pode’, de nome científico ‘dieffenbachia’ é capaz de matar crianças! Segundo especialistas, é muito perigoso mastigar as folhas da planta, coisa que as crianças adoram fazer. Ela é extremamente tóxica por produzir histamina, por causa de suas enzimas proteolíticas, formadas a parti de cristais de oxalato de cálcio.
Já há casos de envenenamento sério com crianças. Um menino de apenas 5 anos teria sentido fortes dores no estômago por mastigar uma folha dessa planta. Segundo sua mãe, a criança brincava no pátio de casa quando reclamou das dores. A princípio, a mãe pensou que era uma simples dor no estômago, mas ela foi ficando cada vez mais forte. Levado ao hospital, os médicos disseram que a criança tinha sido envenenada ao mastigar a planta.
O caso foi realmente grave. Como o menino sofria de anafilaxia, ela poderia até morrer se não fosse tratada a tempo. O choque anafilático, decorrente dessa condição, necessita de uma injeção urgente de epinefrina. Felizmente, seus pais agiram a tempo.

Fonte: Portal Beleza

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Exercícios apenas uma vez por semana reduzem em 30% risco de morte

As pessoas que reservam apenas o fim de semana para fazer atividades físicas podem comemorar. Um novo e amplo estudo comprova que quem se exercita apenas uma ou duas vezes a cada sete dias alcança quase tantos benefícios quanto quem faz o mesmo volume de esforço, mas ao longo de várias sessões na semana.
Se comparados aos totalmente sedentários, esses dois perfis de indivíduos conseguem praticamente a mesma taxa de redução de risco de morte, indica a pesquisa publicada no "JAMA Internal Medicine", periódico da Associação Médica Americana. O recado é claro: movimentar o corpo, ainda que uma vez na semana, já reduz significativamente os problemas de saúde.
"Milhões de pessoas gostam de fazer esporte uma ou duas vezes por semana, mas elas podem estar preocupadas de não estarem fazendo o suficiente", comentou Gary O'Donovan, pesquisador de atividade física da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, e autor do estudo. "Mas agora encontramos um benefício claro. O exercício somente uma ou duas vezes na semana é capaz de deixar as pessoas saudáveis."
O estudo analisou dados de mais de 60 mil adultos de meia idade entre 1994 e 2012. Neste período, quase 9 mil deles morreram, por diferentes razões. Ao longo da pesquisa, os participantes seguiram a recomendação mínima dos órgãos internacionais de saúde: 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade intensa. Eles variaram apenas a frequência com que realizavam os exercícios.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, enquanto aqueles que se exercitaram várias vezes ao longo da semana tiveram uma redução de 35% no risco de morte, os participantes que fizeram apenas uma ou duas sessões alcançaram redução de 30%. O índice é sempre estimado em relação ao risco apresentado por quem é completamente sedentário.
A probabilidade de morrer especificamente por doença cardiovascular foi ainda mais parecida: um risco 41% menor para quem se exercitou mais vezes, e 40% menor para os "guerreiros de fim de semana", como define o estudo. Já a redução no risco de morte por câncer foi de 21% para quem fez atividades com frequência, e 18% para adeptos de exercícios intensos uma ou duas vezes por semana.
Mas o estudo também mostra que as pessoas que conseguiram aumentar a duração e a intensidade de suas atividades afastam ainda mais o risco de morte. Portanto, não se pode achar que 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de intensa são o ideal, adverte um dos maiores especialistas do Brasil em medicina do exercício, o professor e cardiologista Claudio Gil Araújo, da UFRJ.
"Isto é o mínimo recomendado, e o que este novo estudo traz é a confirmação de que, mesmo que essa carga de atividade seja realizada em apenas um dia, os benefícios já são relevantes. No entanto, a quantidade ótima de exercício para um adulto de cerca de 40 anos é de duas a três vezes essa dose mínima, o que daria pelo menos duas horas e meia de atividade intensa ou cinco horas de atividade moderada por semana", explica o especialista.
Alguns médicos defendem que praticar atividades físicas somente aos fins de semana pode provocar um estresse oxidativo das células, trazendo prejuízos para o organismo, mas, segundo Claudio Gil, a teoria nunca foi comprovada. Nem cientificamente, nem na prática clínica.
"O que temos visto é que qualquer exercício, mesmo que longe do ideal, é melhor do que nada. A pior opção que uma pessoa pode fazer para a vida é ser sedentária", pondera ele.
O médico ressalta que a intensidade do exercício é mais importante do que a frequência. Então, é preferível levar menos tempo na atividade, mas fazê-la de modo intenso - como um spinning ou uma corrida rápida -, do que realizar uma atividade demorada, mas leve. Isto já foi analisado ao longo de um estudo publicado ano passado na revista "PLoS One", mostrando que um minuto de exercício vigoroso pode ter o mesmo efeito de até 45 minutos de atividades moderadas.
"Exercícios intensos proporcionam benefícios específicos para a glicose e o colesterol. Se compararmos duas pessoas que perdem a mesma quantidade de calorias por semana, mas fazem exercícios de intensidade diferente, aquela que se exercita de forma mais intensa sem dúvidas estará com o organismo mais equilibrado", exemplifica Claudio Gil. "Mas temos que lembrar que, na realidade brasileira, com o calor que está fazendo neste verão, por exemplo, praticar atividades apenas no final de semana sob o Sol do meio-dia não é a melhor opção."
Para aqueles que incluíram a prática de exercícios físicos nas resoluções de ano novo, o autor da nova pesquisa recomenda começar com atividades moderadas, como uma caminhada rápida, para, a partir daí, estabelecer metas cada vez mais exigentes. Ele ressalta que é preciso ser realista para não correr risco de lesões. "Uma pessoa de meia idade ou idosa deve fazer até 12 semanas de exercício moderado antes de introduzir qualquer exercício vigoroso", aconselha O'Donovan.
Fonte:gazetaonline.com.br

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Médico revela método para homens não precisarem do azulzinho

O governo brasileiro apresentou, nesta terça-feira (22), ações e resultados positivos em nutrição durante reunião dos Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS), na China. O Programa Bolsa Família recebeu destaque no evento por ser destinado à famílias em situação de pobreza.
O acesso regular à atenção à saúde entre beneficiários do Bolsa Família tem impactado na redução da desnutrição e do excesso de peso, bem como contribuído para a redução da fome no Brasil.
O objetivo da apresentação foi exemplificar como a boa governança em saúde pode, por meio de ações intersetoriais, acelerar o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos na Agenda 2030 – acordada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 – particularmente na área de nutrição.
No encontro, avanços obtidos com outras ações também foram apresentadas: Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e o Plano de Segurança Alimentar e Nutricional, bem com iniciativas específicas, como o Programa Academia da Saúde, o Programa Saúde na Escola, o Guia Alimentar para a População Brasileira, entre outros.
Fonte:saudefelicidade.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Governo assegura tratamento com insulina para doentes com diabetes

O governo de Rondônia aguarda para os próximos dias, a entrega de nova remessa de insulina. O medicamento é ofertado pelo Estado, através da Diretoria de Gestão e Assistência Farmacêutica (DGAF), órgão ligado á Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). De acordo com estatísticas da Sesau, mais de 300 pacientes são atendidos pelo Estado com o medicamento de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde.
De acordo com a DGAF, o atraso para a entrega do medicamento, de alta complexidade e fundamental para doentes com diabetes, principalmente o tipo 1 – o mais agressivo -, foi provocado pela indústria, que teve dificuldades para atender o crescimento da demanda em todo o país.
O governo já fez sua parte. Licitou, empenhou. Espera agora pela entrega do medicamento. A distribuição da insulina para tratamento é realizada com base na portaria 483/2013. Nela consta Protocolo Clínico, Diretrizes Terapêuticas dos Análogos de Insulinas, no âmbito estadual. Ou seja, determina as normas para a liberação do medicamento.
De acordo com a DGAF, a procura pela insulina cresceu 44,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os pacientes recebem com Insulina Glargina e Insulina Lispro, informa a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).
No ano de 2016 o investimento estadual para a manutenção destes tratamentos até a presente data, esta na ordem R$ 376 mil. O atraso na entrega pela indústria atinge os estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraíba, Rondônia, entre outros. A expectativa é que o produto seja entregue ao governo nos próximos dias.
QUASE NOVE MIL PACIENTES
Em Rondônia, quase nove mil pacientes são atendidos por ano na Policlínica Oswaldo Cruz (POC) –referência no atendimento de alta complexidade. De acordo com o setor de estatísticas da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), 1.138 pacientes são atendidos por mês na especialidade de endocrinologia, área da medicina que cuida dos transtornos das glândulas endócrinas. As glândulas endócrinas são órgãos que secretam substâncias no sangue, conhecidas como hormônios, entre eles o diabetes.
A POC recebe pacientes de todos os municípios de Rondônia, do Sul do Amazonas – Humaitá e Apuí -, do Acre, e do Mato Grosso. Deste total, 60% são pacientes portadores de diabetes. De acordo com a médica Carolina Martins, o diabetes vem crescendo muito entre crianças e adolescentes.
O avanço da doença nesta faixa etária está diretamente ligada ao hábito alimentar – consumo grande refrigerantes, produtos industrializados -, à falta de exercícios físicos e por uma questão de genética. Se há na família histórico de casos, maior a probabilidade da criança nascer com diabetes, o tipo 1 ou adquirir a doença, tipo 2.

Fonte:Gerência de Comunicação Sesau

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

STJ: Plano de saúde não pode limitar bolsas de sangue utilizadas em procedimentos médicos

É ilegal a inserção, em contrato de plano de saúde, de cláusula que limita a utilização de bolsas de sangue em tratamentos médicos. Assim decidiu a 4ª turma do STJ ao manter acórdão do TJ/SP que havia julgado abusiva a prática adotada por associação sem fins lucrativos.
A ACP que originou o recurso foi proposta pelo MP/SP contra a Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas. Segundo o MP, a associação teria limitado o fornecimento de bolsas de sangue utilizadas na internação de um paciente conveniado — dos 25 recipientes de sangue necessários em intervenção cirúrgica, apenas quatro teriam sido financiados.
Em 1ª instância, o juiz declarou a nulidade da cláusula inserida nos contratos da associação que limitava a cobertura de bolsas de sangue em tratamento médico-hospitalar de conveniados, familiares e dependentes. O magistrado também impôs indenização genérica no valor de R$ 50 mil.
A sentença foi mantida pelo TJ/SP, que considerou abusiva a atitude da associação ao compelir os associados a arcarem indevidamente com os custos do sangue adicional.
Filantropia
No STJ, em recurso especial, a associação alegou ser entidade filantrópica, sem fins lucrativos. Além disso, afirmou que as decisões referentes aos planos de saúde oferecidos aos conveniados são tomadas nas assembleias, com a participação de todos os associados, sendo inaplicável ao caso a lei9.656/98 (legislação sobre planos privados de assistência à saúde).
Por consequência, a entidade associativa afirmou que os contratos firmados entre as partes não configuram prestação de serviço, pois a relação formada é de mutualidade, com o estabelecimento de direitos e deveres.
O ministro relator do recurso, Luis Felipe Salomão, esclareceu inicialmente que os planos de saúde constituídos sob a modalidade de autogestão caracterizam-se como aqueles típicos de empresas, sindicatos ou associações ligadas a trabalhadores, que administram seus próprios programas de assistência médica.
No entanto, ao administrarem planos de saúde e assistência médica hospitalar privada, também essas associações estão submetidas às regras estabelecidas pela lei 9.656.
Contratos existenciais
O ministro Salomão salientou, ainda, que a exclusão da cobertura de determinado insumo ou medicamento indicado pelo médico para tratamento da enfermidade pode significar a negativa da própria essência do tratamento, desvirtuando a finalidade do contrato de assistência à saúde.
De acordo com o relator, seguindo um raciocínio já consolidado no STJ, não é possível deixar de reconhecer a ilegalidade de cláusula estatutária que limita o número de bolsas de sangue em intervenção coberta pelo plano, pois "complicações de naturezas diversas podem surgir por circunstâncias imprevistas".
Salomão também lembrou que contratos relacionados à assistência à saúde são classificados como existenciais, pois têm como objeto bem de natureza essencial à manutenção da vida. Nesses casos, concluiu o relator, “o atributo econômico, presente em qualquer relação negocial, pode e deve sofrer ponderações razoáveis em face do valor da vida humana”.
Fonte: Migalhas

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Após criança morrer no Mato Grosso, Agevisa interdita achocolatado em Rondônia

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) foi notificada pela Agência Nacional (Anvisa) a fazer a interdição cautelar do lote MA 21:18, do achocolatado Itambezinho de 200 mililitros "Rico em 10 Vitaminas", com data de fabricação em 25 de maio de 2016 e validade até 21/11/2016. Para quem comprou o produto, a recomendação é evitar o consumo. Em Rondônia, algumas unidades dos produtos já foram encontradas.

De acordo com a diretora-geral da Agevisa, Arlete Baldez, o órgão foi notificado na sexta-feira (26), quando já começaram as ações para identificação do produto. “O que estamos fazendo agora é uma interdição cautelar, apenas no lote específico do produto. Nesse caso, fazemos o isolamento dentro da própria empresa, o dono fica como fiel depositário e não pode comercializar o produto por 60 dias”, explica Arlete.

A interdição do produto aconteceu por conta da denúncia de que uma criança de dois anos teria morrido uma hora após ingerir o achocolatado, na tarde da última quinta-feira, em Cuiabá (MT). Segundo a mãe da criança, logo após tomar o produto, o menino passou mal e desmaiou em seguida. Apesar de ser reanimado pelos médicos, a criança morreu cerca de uma hora depois de ter dado entrada na unidade hospitalar.

Outro caso suspeito é de um adolescente de 17 anos, parente da criança morta, que também teria ingerido a bebida e estaria internado no Pronto-Socorro de Cuiabá.

Em Rondônia, a diretora da Agevisa diz que ainda não foram relatados casos de acidente com o produto, mas todas as equipes estão de sobreaviso. “Todas as unidades da Vigilância Sanitária no interior já foram notificadas e, junto com as vigilâncias municipais, devem fazer a verificação nos estabelecimentos comerciais se há a presença do produto”, afirma.

Para quem já comprou o achocolatado e ainda não consumiu, a recomendação é evitar o consumo, “mesmo que ainda não tenha nada confirmado sobre riscos que o produto pode oferecer”, alerta a diretora, que explica que se os exames nas amostras constatarem riscos aos consumo, o produto será apreendido, caso contrário, será liberado. Isso deve acontecer em no máximo 60 dias.

Matéria:Rondoniagora

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Anvisa: lei que autoriza uso da fosfoetanolamina pode colocar população em risco

A lei que que autoriza o uso da fosfoetanolamina
foi sancionada hoje 
Divulgação Anvisa
A lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética, sancionada hoje (14) pela presidenta Dilma Rousseff, pode colocar a população brasileira em risco sanitário porque libera a utilização de uma substância que não passou por nenhum tipo de teste capaz de assegurar sua segurança e eficácia. A avaliação é do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa.
Em entrevista à Agência Brasil, o médico sanitarista lembrou que a agência vinha manifestando, de forma reiterada, grande preocupação em relação à lei. O texto, publicado hoje no Diário Oficial da União, autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com câncer e define a permissão como de relevância pública. Segundo a publicação, a opção pela utilização voluntária da substância não exclui o direito de acesso a outras modalidades de tratamento contra o câncer.
“Agora, com essa lei, vai poder ser vendida, comercializada e distribuída uma substância que não estará sujeita à fiscalização sanitária. Quem vai garantir que o que tem dentro da cápsula é mesmo fosfoetanolamina, na quantidade que está escrita na caixa? Quem vai impedir que sejam falsificadas e produzidas, por pessoas inescrupulosas, cápsulas com farinha colocadas numa caixa que diga que é fosfoetanolamina? Vai ter bula? Se sim, a bula vai poder afirmar que a pessoa deve parar a quimioterapia?”, questionou o diretor da Anvisa.
Para Jarbas Barbosa, os riscos representados pela legislação recém-sancionada são tremendos por colocar a fosfoetanolamina sintética fora do ambiente regulatório brasileiro, que vinha sendo construído desde 1970 e culminou, em 1999, na criação da agência. Jarbas disse lamentar a sanção e garantiu que o órgão vai estudar juridicamente manobras capazes de fazer com que o dano à saúde das pessoas seja minimizado.
“Eu tenho o maior respeito pelo Congresso Nacional, mas ele não é capaz de fazer uma análise técnica. E a autorização de um medicamento tem que ser feita por meio de uma análise técnica com base na ciência e em informações. O Congresso tem uma visão política porque é um órgão político. É por isso que, em nenhum lugar civilizado e em nenhum país desenvolvido, é o Congresso Nacional quem autoriza o uso do medicamentos”, afirmou Jarbas Barbosa.
De acordo com a lei, a ingestão da fosfoetanolamina sintética, conhecida popularmente como pílula do câncer, poderá ser feita por livre escolha do paciente, que precisa ter um laudo médico que comprove o diagnóstico e assinar um termo de consentimento e responsabilidade. Apesar de a posse e o uso da substância estarem autorizados, mesmo sem registro na Anvisa, os laboratórios só poderão fazer a produção, manufatura, importação, distribuição e prescrição da fosfoetanolamina sintética mediante permissão da agência.
A autorização de uso da fosfoetanolamina sintética estabelecida pelo texto é de caráter excepcional, enquanto estiverem sendo feitos estudos clínicos acerca da utilização da substância.
Edição: Denise Griesinger

Fosfoetanolamina: Dilma sanciona lei que libera 'pílula do câncer'

Apesar de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter visto com preocupação a liberação sem garantia de eficácia e segurança, a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou a lei que autoriza o uso da substância fosfoetanolamina sintética, apelidada de "pílula do câncer", por pacientes diagnosticados com tumores malignos.
Dilma sancionou lei que libera 'pílula do câncer'(Foto: Reprodução/ EPTV)

A sanção da lei número 13.269, de 13 de abril de 2016, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (14). O artigo 1º destaca que "esta Lei autoriza o uso da substância fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna".
O artigo 2º ressalta, porém, que só "poderão fazer uso da fosfoetanolamina sintética, por livre escolha", os pacientes que apresentarem "laudo médico que comprove o diagnóstico" e "assinatura de termo de consentimento e responsabilidade pelo paciente ou seu representante legal".
A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), que reúne 56 laboratórios que são responsáveis por 82% dos medicamentos de referência disponíveis no mercado, criticou duramente a sanção da lei: "O Brasil, a partir de hoje, entra na história da ciência mundial e da indústria farmacêutica como o primeiro país a legalizar a irresponsabilidade, anular a importância da ciência e a igualar o remédio com o não remédio. Uma decisão tão sem sentido que informa que a droga, que não foi testada nem aprovada pela Anvisa, só pode ser produzida por quem tem autorização para fabricação de medicamentos pela mesma Anvisa"
Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais até suspensão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a fosfoetanolamina é alardeada como cura para diversos tipos de câncer, mas não passou por testes em humanos, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos.
Os primeiros relatórios sobre as pesquisas financiadas pelo governo federal apontaram que as cápsulas têm uma concentração de fosfoetanolamina menor do que era esperado e que somente um dos componentes da cápsula -- a monoetanolamina --- apresentou atividade citotóxica e antiproliferativa, ou seja, capacidade de destruir células tumorais e inibir seu crescimento.
Infográfico - Fosfoetanolamina sintética (Foto: G1)
Aprovação no Congresso
A lei sancionada pela presidente foi aprovada pelo Senado no dia 22 de março, em votação simbólica. Como não houve alterações ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto seguiu para a sanção presidencial.
“Ficam permitidas a produção e manufatura, importação, distribuição e prescrição, dispensação, posse ou uso da fosfoetanolamina sintética, direcionadas aos usos de que trata esta lei, independentemente de registro sanitário, em caráter excepcional, enquanto estiverem em curso estudos clínicos acerca dessa substância”, diz o texto da lei.
O projeto ressalva, porém, que a produção da “pílula do câncer” só pode ser feita por “agentes regularmente autorizados e licenciados pela autoridade sanitária competente”.
Surgimento da pílula
A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada no Instituto de Química da USP em São Carlos, pelo pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado. Apesar de não ter sido testada cientificamente em seres humanos, as cápsulas foram entregues de graça a pacientes com câncer por mais de 20 anos.
Em junho do ano passado, a USP interrompeu a distribuição e os pacientes começaram a recorrer da decisão na Justiça. Em outubro deste ano, a briga foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a produção e distribuição do produto.
Mas, desde novembro, por causa de uma nova decisão judicial, a distribuição da substância estava proibida. A polícia chegou a fechar um laboratório em Conchal (SP), que estava produzindo ilegalmente a substância.

A Universidade de São Paulo (USP) tinha fechado no dia 1º de abril o laboratório de São Carlos que produzia a fosfoetanolamina sintética.
Fonte:G1

Na data limite, governo não conclui sobre liberação da 'pílula do câncer'

O governo ainda não decidiu se sancionará ou vetará o projeto de lei aprovado no Congresso que libera o uso da fosfoetanolamina sintética --conhecida como "pílula do câncer". O prazo para a decisão da presidente Dilma Rousseff vence nesta quarta-feira (13).
Em nota divulgada hoje, a Casa Civil diz que "não concluiu em definitivo" os estudos que embasariam a recomendação à presidente sobre a sanção ou veto do projeto de lei. "O assunto é complexo e requereu novas avaliações", diz a nota. Segundo a Casa Civil,  a decisão só será publicada no Diário Oficial da União amanhã. 
Os projetos de lei aprovados pelo Congresso devem ser sancionados ou vetados pela presidente em até 15 dias úteis. Transcorrido esse prazo, caso a presidente não sancione o projeto, a lei é tida como sancionada tacitamente. Nesta hipótese, o projeto deve ser promulgado pela presidente da República ou pelo presidente do Senado.
Na terça, foi noticiado que a Casa Civil recomendou à presidente a liberação do uso da substância para evitar qualquer ameaça de desgaste (e de perda de votos) às vésperas da votação do impeachment na Câmara.
O texto do projeto de lei permite que pacientes diagnosticados com câncer usem a substância por livre escolha, desde que assinem termo de consentimento e responsabilidade, antes de concluídas as pesquisas científicas para seu registro definitivo na Anvisa.

Pareceres técnicos recomendam veto

Pareceres técnicos preparados pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Saúde; Ciência, Tecnologia e Inovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pela Advocacia Geral da União sugerem que a presidente vete integralmente o projeto.
O principal argumento é que o composto poderia representar uma ameaça à saúde dos pacientes, abalar a imagem do controle sanitário do Brasil e, consequentemente, a imagem de produtos vendidos.
Embora o produto tenha sido preparado pela primeira vez há 20 anos em um laboratório de química, ele nunca foi alvo de pesquisas científicas para comprovar sua eficácia ou segurança. Os responsáveis pelo produto também nunca pediram o registro na Anvisa.
O composto era distribuído gratuitamente por um laboratório do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo. Há dois anos, o remédio parou de ser entregue, depois de uma determinação da própria universidade para que produtos experimentais não fossem entregues à população.
Apresentado por 26 deputados, o texto teve uma tramitação relâmpago no Congresso Nacional. Ele foi aprovado na Câmara dia 8 de março e duas semanas depois já havia sido aprovado também no Senado.
O projeto define a fosfoetanolamina como um produto de relevância pública e autoriza a produção, importação, prescrição, posse ou uso da substância, independentemente de registro sanitário. O texto prevê tal prerrogativa até que estudos sobre a substância sejam concluídos.
Fonte: Estadão

domingo, 10 de abril de 2016

Cacoal Duas pessoas morrem em Cacoal com suspeita de H1N1

Um adolescente de 16 anos e uma mulher de 23 anos morreram em Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, com suspeita de H1N1. O adolescente era morador de Espigão do Oeste e a mulher de Ouro Preto do Oeste.
As vítimas vieram para Cacoal transferidas para o Hospital Regional de Urgência e Emergência (Heuro). O garoto morreu na madrugada de sexta-feira (8) e a mulher no dia 26 de março.
De acordo com a coordenadora de vigilância em saúde Ivani Gromann, o adolescente apresentou os sintomas durante sete dias. Mas só foi internado no hospital de Espigão no dia 5 de abril e transferido para Cacoal na madrugada de sexta-feira.
"O garoto chegou apresentando sintomas como tosse seca, febre alta de 40 graus e dificuldade para respirar. Ele foi atendido imediatamente, foi intubado e apresentou sangramento. Ele pode ter morrido também por dengue hemorrágica, mas não acreditamos muito nisso devido aos sete dias de sintomas apresentados", acredita Ivani.
Por medidas de precaução, os familiares e os profissionais de saúde que tiveram contato com o garoto estão sendo medicados com o tamiflu. A morte está sendo investigada e serão realizados exames com coletas de sangue, fígado e vísceras que foram retiradas da vítima.
Já a mulher de 23 anos chegou a ser transferida para o Heuro, porém não adiantou. Ela apresentava sintomas como pneumonia e dificuldade para respirar. A transferência ocorreu no dia 26 de março, mas a morte foi muito rápida.
"Nesse caso, nós não coletamos nenhum material para realizarmos exames posteriores, mas iremos entrar em contato com o hospital e familiares para investigarmos o histórico clínico da paciente", afirmou Ivani.
O Heuro não foi interditado e os atendimentos estão sendo realizados normalmente. Mas, é importante que as pessoas tenham cuidados habituais, como lavar as mãos com frequência e evitar muitos contatos pessoais.


g1 rondonia